(Imagem: Dado Ruvic | Reprodução)
O que uma vez já pareceu muito distante, hoje parece cada vez mais próximo. A Moderna, aquela empresa da vacina da Covid-19, está caminhando para desenvolver uma vacina contra o câncer.
Um novo estudo da empresa combina uma vacina contra a doença e um imunoterápico muito conhecido. A junção das duas coisas reduziu em 42% o risco de morte ou de retorno do melanoma — o tipo mais agressivo de câncer de pele.
O resultado vem de um estudo fase 3, com mais de 1.100 pacientes. Essa é a última etapa de testes antes do pedido de aprovação do medicamento.
O que essa vacina tem de diferente? Ao invés de prevenir a doença, ela é fabricada sob medida para tratar especificamente um tumor que o paciente já possui.
*Junto com isso, a pessoa toma um imunoterápico muito popular chamado Keytruda — que basicamente desarma o tumor para permitir que células de defesa o ataquem.
Além de redução do risco de morte, a combinação também diminuiu em 38% o risco de o câncer se espalhar para outros órgãos.
A reação do mercado: Esses dados seriam apresentados hoje em um congresso, mas foram vazados antes. Apesar do bom resultado, as ações da Moderna apresentam uma queda de cerca de 15% desde a divulgação. O mercado tinha expectativas maiores em relação ao medicamento.
Apesar disso, esse é o primeiro estudo desse porte a mostrar que uma vacina do tipo, com um remédio que ajuda o sistema imune, consegue manter a doença sob controle. Segundo a Moderna, a expectativa é que a vacina chegue ao mercado em 2027.
(Por: the news)