(Foto: Reprodução/Instagram)
Das mãos das mulheres rendeiras de Sergipe para galerias, passarelas e importantes eventos de moda no Brasil e no exterior. Essa é a trajetória que inspira a exposição “Da Tradição à Economia Criativa”, do artista sergipano Althair Santo, que será aberta nesta segunda-feira, dia 6 de julho, às 19h, no Centro Cultural de Aracaju – Palácio Museu Luiz Antônio Barreto, em Aracaju.
Reconhecido por transformar a renda irlandesa em linguagem contemporânea por meio da arte, da moda e do design, Althair construiu sua carreira valorizando um dos maiores patrimônios culturais de Sergipe. Seu trabalho nasce da convivência com as mulheres rendeiras, guardiãs de um saber transmitido entre gerações e responsáveis por preservar uma das mais importantes expressões do artesanato sergipano.
Formado em Design de Moda e em Português/Francês pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Althair Santo possui uma trajetória de destaque nacional e internacional. Seu trabalho passou por importantes espaços e instituições como Guess U.S.E., TV Globo, São Paulo Fashion Week (SPFW), Fashion Rio e Prêt-à-Porter de Paris.
Também atuou como consultor da Rede Sergipe Design em parceria com o IED de Milão, realizou estudos de moulage em Paris, orientou coleção premiada no DFB Festival, coordenou o curso de Estilista do SENAC Sergipe, lecionou moda na Áustria e integra iniciativas de referência, como o Fashion Revolution Brasil e a Brasil Eco Fashion Week.
Apesar do reconhecimento conquistado ao longo da carreira, é nas raízes sergipanas que Althair encontra sua principal inspiração. A exposição nasce do encontro entre memória, território e reinvenção, mostrando que a tradição não é um ponto de chegada, mas de partida. Em cada obra apresentada, a renda irlandesa ganha novas leituras, dialogando com a moda, a arte e o design sem perder sua essência.
Mais do que uma técnica artesanal, a renda irlandesa representa memória, identidade e pertencimento. É por meio dela que o artista homenageia as mulheres artesãs que mantêm viva essa tradição centenária e evidencia como os saberes populares podem dialogar com a criação contemporânea, ampliando o reconhecimento da cultura sergipana dentro e fora do país.
Na exposição “Da Tradição à Economia Criativa”, o público encontrará peças que traduzem esse encontro entre passado e futuro. Cada criação carrega histórias de mãos que tecem, de comunidades que preservam sua identidade e de um patrimônio cultural que continua inspirando novas gerações. Ao transformar esses saberes em expressão artística, Althair Santo demonstra como a economia criativa pode fortalecer a cultura, gerar oportunidades e ampliar a visibilidade do trabalho das artesãs sergipanas.
Mais do que uma mostra de arte, a exposição é um convite para reconhecer a força da sergipanidade, celebrar o legado das mulheres rendeiras e refletir sobre o papel da cultura como instrumento de preservação da memória, valorização da identidade e construção de futuros possíveis.
A exposição é realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Ministério da Cultura, Governo Federal, Prefeitura de Aracaju e Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju).