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Wesley Lemos imprime manifesto ancestral na CasaCor SP 2026

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Imprimindo a sua marca criativa em mais uma edição da CasaCor São Paulo, o arquiteto sergipano Wesley Lemos está propondo um manifesto póetico e ancestral através do ambiente batizado 'Geometria do Afeto', espaço que ilustra uma área de 99m² da conceiturada mostra.
 
Arquitetura como território, memória e enfrentamento. É sob essa premissa que o arquiteto, designer e curador Wesley Lemos mais uma vez é destaque na maior mostra do país fincada na paulistana cidade.
 
Totalmente em consonância com o tema "Mente e Coração", o ambiente transcende a decoração para se consolidar como uma instalação expográfica imersiva, calcada em sua própria biografia e na força da diáspora afro-brasileira.
 
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O circuito é estruturado em uma galeria vertical de três níveis com metragem idêntica de 33m², costurada por uma escadaria central de funciona como metáfora dos fluxos da existência. O percurso inicia no térreo, dedicado ao resgate do analógico em um convite à pausa, à leitura e ao desenho à mão, subindo para o mezanino, que envolve o vistante em uma atmosfera imersiva voltada à pura contemplação e às nuances de percepção visual, e finaliza no primeiro pavimento, onde um lounge de acolhimento desacelera o ritmo urbano contemporâneo.
 
Essa configuração espacial concebida para a CasaCor São Paulo foge do óbvio e atiça ainda mais a veia artística e a ancestralidade, pontos altos do profissional que comanda o Estúdio W+ e mantém bases ativas nas cidades de Aracaju, Salvador e São Paulo.
 
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A cenografia é pontuada pelo contraste radical entre o preto e o branco, a luz e a sombra, assimilando as contradições urbanas, do grafite ao pixo, sem perder a sofisticação tropical que é assinatura de Lemos. O design do mobiliário atua como extensão dessa pesquisa por meio do Estúdio W+, trazendo peças autorais como a poltronada linha WURA (com fibras naturais e tecidos sustentáveis da Branco Casa), o assento baixo IJOKÓ e a escultura Geometria EYA, aclamadas na DW! Semana de Dsign de São Paulo.
 
A sustentabilidade afasta-se dos clichês e surge organicamente na maximização da luz natural e em uma curadoria de arte rigorosamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. As obras operam como denúncia e conscientização, usando o design como ferramenta de cura e amplificação da ancestralidade. Salve!