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Reconciliações disparam após a folia

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O Carnaval acaba, a rotina volta ao normal e, de repente, o celular vibra com uma mensagem inesperada. Ele diz que sentiu saudade, que pensou melhor, que quer tentar de novo. Para quem ainda guarda sentimento, o coração se divide entre a esperança e o medo. Aceitar pode significar viver um novo começo, mas também pode reabrir feridas que ainda não cicatrizaram.
 
Muitas reconciliações acontecem justamente após períodos de euforia e liberdade. A festa distrai, mas também evidencia ausências. Quando o silêncio chega, a solidão pode falar mais alto. É nesse momento que surge a dúvida mais difícil: ele voltou porque realmente amadureceu ou porque não quer ficar sozinho? E, acima de tudo, é justo comigo me colocar novamente nessa posição?
 
O receio de se sentir usada é legítimo. Relações mal resolvidas deixam marcas profundas, principalmente quando houve quebra de confiança, promessas não cumpridas ou desrespeito emocional. Gostar de alguém não anula a necessidade de se proteger. Amor sem segurança vira ansiedade. Esperança sem mudança concreta vira repetição de padrão.
 
"Nem todo pedido de reconciliação nasce de transformação verdadeira. Às vezes, nasce da carência ou do medo de perder alguém que oferecia estabilidade emocional", afirma Roberson Dariel, especialista em reconciliação de casais e presidente do Instituto Unieb. "Antes de aceitar, é essencial observar atitudes consistentes e não apenas palavras carregadas de emoção."
 
Segundo o especialista, reatar pode ser saudável quando existe reconhecimento de erros, disposição para diálogo transparente e construção de novos acordos. "Reconciliação não é voltar para o mesmo lugar, é construir uma nova base. Se não houver mudanças reais, a tendência é reviver os mesmos conflitos. A pessoa precisa se perguntar se está voltando por amor consciente ou por medo de ficar sozinha."
 
Proteger o próprio coração não significa fechar portas para o amor. Significa estabelecer limites claros e respeitar a própria dignidade. Se ainda existe sentimento, é possível conversar, ouvir, questionar e dar tempo ao tempo. Não é preciso decidir sob pressão. Quem quer de verdade entende a necessidade de reconstruir confiança com paciência.
 
No fim, a resposta não está apenas no que ele diz, mas no que você sente ao imaginar esse retorno. Paz ou ansiedade? Segurança ou insegurança? Recomeços podem ser lindos quando baseados em maturidade e responsabilidade emocional. Mas, se a dúvida é constante e o medo fala mais alto, talvez proteger o coração seja, por enquanto, o maior ato de amor-próprio.
 
(Por: Press Manager)