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Cristo Redentor de São Cristóvão celebra um século de história

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De braços abertos para a 'Cidade Mãe de Sergipe', ergue-se um dos maiores símbolos da fé, da história e da identidade de São Cristóvão. No alto do morro do São Gonçalo, um dos monumentos do Cristo Redentor mais antigos do Brasil celebra o seu centenário na próxima segunda-feira, dia 26 de janeiro, marcando um período de presença constante na vida dos sancristovenses.
 
Construído entre 1924 e 1926 pelo então governador Graccho Cardoso, o monumento foi feito antes mesmo do Cristo do Rio de Janeiro e visava ser mais do que uma obra arquitetônica, desde a sua inauguração, se tornou um ponto de encontro entre gerações. Situado às margens da Rodovia João Bebe Água, o Cristo acompanha as transformações da cidade, mantendo-se como referência para quem nasce, vive ou visita São Cristóvão.
 
Ao longo desses 100 anos, o espaço sempre esteve presente no cotidiano do povo sancristovense. Seja nas celebrações religiosas, nas caminhadas de fé, nas festas populares ou nos momentos simples de contemplação ao pôr do sol, o Cristo de São Cristóvão nunca foi apenas um monumento: ele é parte da memória coletiva e do sentimento de pertencimento da população.
 
Esse vínculo profundo entre o Cristo e o povo reforça a importância da preservação do local. Ciente dessa necessidade, a Prefeitura de São Cristóvão realizou a reforma e revitalização do espaço em 2023, garantindo mais segurança, acessibilidade e conforto para moradores e visitantes. 
 
Segundo o historiador e diretor do Arquivo Municipal, Adailton Andrade, a importância do Cristo Redentor de São Cristóvão vai muito além do marco do centenário. “O monumento é um testemunho vivo da obra do escultor italiano Belando Bellandi, um artista de quem existem poucas obras no mundo. Ele foi o responsável por redefinir o Palácio do Governo, em Aracaju. Foi nesse contexto que Gracho Cardoso trouxe o artista para Sergipe”, destacou Adailton.
 
Para Adailton, celebrar este centenário também significa fortalecer o turismo religioso, já que “São Cristóvão possui uma vocação natural para esse segmento. Temos a Festa do Senhor dos Passos, que mobiliza milhares de fiéis, a Procissão do Fogaréu e o espaço onde Irmã Dulce viveu enquanto era noviça. O Cristo Redentor integra esse patrimônio histórico e cultural da Cidade Mãe de Sergipe, sendo reconhecido como patrimônio histórico estadual.”